sexta-feira, 21 de julho de 2017

Chilenos homenageiam Allende e exigem renacionalização do cobre

Governos "socialistas" de fancaria de Alwin, Frei, Lagos e Bachelet entregaram às múltis a exploração do estratégico minério

Leonardo Wexell Severo
Cartaz de convocação do ato, na sede da CUT Chile, lembra o ex-presidente
No 46º aniversário da nacionalização do cobre, feita pelo presidente Salvador Allende em 11 de julho de 1971, dirigentes sindicais realizaram em Santiago uma convocação à “renacionalização” da mais importante riqueza mineral do país, chamada pelo ex-presidente de “o salário do Chile”.

quinta-feira, 13 de julho de 2017

“Pátria ou Dólar”: a luta do povo argentino contra a parasitagem

Livro do economista Alejandro Vanoli, ex-presidente do Banco Central e da Comissão Nacional de Valores da Argentina, denuncia “máquina de mentiras e desinformação” montada para justificar o retrocesso do governo Macri com o “aprofundamento neoliberal” feito via desregulamentação, privatização e desmonte do Estado público para os abutres

Leonardo Wexell Severo


No seu livro “Pátria ou dólar – Banco Central, corporações e especulação financeira”, o economista argentino Alejandro Vanoli avalia os governos peronistas de Néstor Kirchner (2003-2007) e de Cristina Krichner (2007-2015), dando inúmeros exemplos de recuperação da soberania e da dignidade a partir do “enfrentamento ao poder corporativo nacional e multinacional”.

terça-feira, 4 de julho de 2017

CUT-A Paraguai denuncia governo por perseguição e prisão de opositores

Bernardo Rojas, presidente da CUT-A do Paraguai. Foto: Alexandre Bento
“Modelo de Cartes é de violência, fome e miséria”, afirma Bernardo Rojas
Leonardo Wexell Severo

Em visita à sede nacional da CUT em São Paulo, nesta segunda-feira, o presidente da Central Unitária de Trabalhadores do Paraguai (CUT-Autêntica), Bernardo Rojas, fez uma contundente denúncia sobre os desmandos do presidente Horacio Cartes, a quem acusa de reproduzir os passos do general Alfredo Strossner, que conduziu uma sanguinária ditadura pró-EUA entre 1954 e 1989. “O modelo de Cartes é de violência, fome e miséria”, sintetizou. Abaixo, a íntegra da entrevista.

segunda-feira, 3 de julho de 2017

“Piratas do Caribe”: Investigação revela como o Santander quebrou Porto Rico

Manifestantes protestam contra os desmandos do banco Santander
Leonardo Wexell Severo

“Devido à sua catástrofe fiscal, Porto Rico enfrenta agora uma crise humanitária. Quase a metade dos porto-riquenhos é pobre, 37% das crianças vivem na pobreza extrema e o desemprego supera os 12%. A expectativa é que 600 das 1.400 escolas da ilha fechem nos próximos anos. Os hospitais não têm pessoal suficiente, lutam para pagar as faturas dos serviços públicos...”
Estas e outras verdades sobre a dramática situação da colônia dos Estados Unidos faz parte da investigação “Piratas do Caribe - Como o Controle do Santander sobre o Banco Governamental de Fomento de Porto Rico (BGF) piorou a Catástrofe fiscal para os porto-riquenhos”.

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Cartes aprofunda submissão ao capital estrangeiro e alastra miséria no Paraguai

Manifestantes contra "governo antipopular e antinacional"

Transnacionais ampliam lucro enquanto crescem a fome, o desemprego e o subemprego


Leonardo Wexell Severo, de Assunção

O resultado da política de submissão aos cartéis e monopólios estrangeiros, aplicada pelo presidente do Paraguai, Horacio Cartes, aumentou a concentração de renda e alastrou a miséria no país vizinho, atesta a Pesquisa Permanente de Lugares (EPH), referente à 2016, divulgada na última sexta-feira (16) pela Secretaria Técnica de Planificação (Stip).
Conforme o próprio levantamento oficial, a pobreza atinge 1.949.272 dos 6.754.408 paraguaios, passando de 26,58% da população em 2015 para 28,8% (aumento de 2% no campo e de 2,5% na cidade). A maioria da pobreza extrema - localizada no setor rural, que concentra 40% da população -, torna evidente o fracasso dos indecentes privilégios dados ao agronegócio que desmata, polui e mata. Os que se levantam em favor da reforma agrária, como os camponeses de Curuguaty, são assassinados ou presos. E ponto final.

sábado, 17 de junho de 2017

Paraguaios recordam 5 anos do massacre de Curuguaty e exigem "Justiça, Terra e Liberdade"

Jovens encenam massacre de Curuguaty em frente ao Palácio de Justiça

Leonardo Wexell Severo, de Assunção


“Camponês sem terra não é camponês. Queremos plantar feijão, mandioca e milho, para que todos tenham o que comer. Graças às pessoas que nos apoiam frente à injustiça, não conseguiram e nem conseguirão matar nossos sonhos. Nós somos presos políticos e queremos que vocês sejam nossos porta-vozes”.
A carta-exortação dos camponeses de Curuguaty presos em Tacumbú, em Assunção, foi lida em meio às lágrimas, quinta-feira (15), em frente ao Palácio de Justiça, pela jovem Ramona González, esposa de Néstor Castro - que após ter levado um tiro no rosto e ficar com a mandíbula dilacerada durante meses, foi condenado a 18 anos de reclusão. Ao lado de Ramona, Karina Godoy e a pequena Alma Vitória - esposa e filha de Arnaldo Quintana, também com pena de 18 anos - expressavam o respaldo das famílias à luta por “Terra, Justiça e Liberdade”.

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Paraguaios lembram 5 anos do massacre de Curuguaty e exigem imediata libertação dos presos políticos

Leonardo Wexell Severo
A confirmação pela “Justiça” do Paraguai da condenação dos 11 camponeses acusados pelo massacre de Marina Kue, em Curuguaty, onde foram mortas 17 pessoas (seis policiais e 11 trabalhadores sem-terra) no dia 15 de junho de 1012, revoltou a população do país vizinho. Às vésperas da data da carnificina, artistas, intelectuais e familiares das vítimas organizaram uma extensa programação na capital, Assunção, além de uma cerimônia ecumênica no local da tragédia, para exigir a libertação dos sem-terras, presos políticos do governo de Horácio Cartes.