terça-feira, 31 de outubro de 2017

A canção de Daniel Viglietti e a construção da Pátria de todos

Monica, Viglietti e Leonardo: liberdade para os camponeses de Curuguaty
Leonardo Wexell Severo


Era tarde da noite de segunda-feira, 30 de outubro, quando vi a postagem do meu irmão argentino Mariano Vázquez com a foto do cantautor uruguaio Daniel Viglietti empunhando comigo e minha companheira Monica a bandeira da liberdade para os camponeses paraguaios de Curuguaty. Vítima de uma complicação cirúrgica, Viglietti havia nos deixado.

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

CUSG: "Submissão aos EUA aumenta perseguição e assassinato de lideranças sindicais"

Carlos Mancilla: solidariedade é fundamental
Para o secretário-geral da Confederação da Unidade Sindical da Guatemala (CUSG), Carlos Mancilla, impunidade multiplica os crimes

Leonardo Wexell Severo, no Hora do Povo

“Na Guatemala, governos submissos aos Estados Unidos impedem a liberdade sindical e a negociação coletiva, ao mesmo tempo em aumentam a perseguição, o cerco à organização e multiplicam o assassinato de lideranças que defendem os direitos dos trabalhadores”, afirmou Carlos Mancilla, secretário-geral da Confederação da Unidade Sindical da Guatemala (CUSG), em visita a São Paulo.
Conforme o dirigente, a impunidade serve de estímulo “para que as empresas continuem acabando com a vida de quem luta por melhores condições de vida e de trabalho”. “Denunciamos à Organização Internacional do Trabalho (OIT) que, entre 2007 e 2012, tivemos 58 sindicalistas assassinados. Passou o tempo, nenhum mandante ou assassino foi preso e, agora, já somam 88, deixando o terror ainda mais presente”, sublinhou.

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Pelo 4º ano consecutivo, Bolívia é o país onde PIB mais cresce na América do Sul


Governo de Evo Morales avança devido a crescentes investimentos públicos, fortalecimento do mercado interno e fomento à produção nacional

Leonardo Wexell Severo

A Bolívia é o país cuja economia mais vai crescer em 2017, sendo o quarto ano consecutivo de liderança no desenvolvimento sustentado do Produto Interno Bruto (PIB) na América do Sul. Esta é a projeção uniforme de organismos tão distintos quanto o Banco Mundial (BM), que projeta avanço de 3,9%, a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), crescimento de 4% e o Fundo Monetário Internacional (FMI), de 4,2%.

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Paraguai: Pai Oliva completa 89 anos e reitera a inocência dos camponeses de Curuguaty

"Vítimas são presos políticos", sublinha o líder religioso, referência dos movimentos sociais na luta por justiça no campo e na cidade

Leonardo Wexell Severo

O jesuíta e jornalista espanhol Francisco Oliva, conhecido no Paraguai como Pa’i Oliva - pela denominação dos sacerdotes em guarani - completou 89 anos, sábado (14), com uma enfática defesa da inocência dos camponeses de Curuguaty. Principal referência religiosa do país vizinho, Oliva sublinha que “as vítimas são presos políticos de um sistema que busca uma condenação exemplar para os que lutam”, mantendo uma estrutura em que 2,5% dos proprietários detêm 85% das terras.

terça-feira, 10 de outubro de 2017

Encontro de comunicadores anti-imperialistas reafirma o legado guevarista

Democratização da comunicação na ordem do dia
Evento reuniu mais de 100 meios alternativos de 14 países

Monica Fonseca Severo, de Vallegrande-Bolívia

O Encontro Latino-americano de Comunicadores Anti-imperialistas reuniu representantes de mais de 100 meios alternativos de 14 países em Vallegrande, na Bolívia, de 6 a 9 de outubro, como parte das comemorações dos 50 anos da presença de Ernesto Che Guevara no país.
Em meio a intensos debates, os participantes propuseram a criação de uma rede de comunicação solidária, como forma de fortalecer a luta contra a desinformação veiculada pelos meios hegemônicos de comunicação. Para concretizar a reivindicação, entregaram ao presidente Evo Morales a proposta de criação de uma escola de formação para os comunicadores comprometidos com a ação anticolonialista, solidária, aquela que defende a autodeterminação dos povos.

Evo: "Che vive na luta contra o império e em defesa dos povos"


Aleida Guevara, Garcia Linera, Evo Morales e Ramiro Valdes (Cuba)


Presidente Evo Morales coordenou, em Vallegrande, as comemoracões em homenagem aos 50 anos da queda em combate do guerrilheiro heroico. Evento mobilizou milhares de militantes de movimentos sociais, partidos progressistas e revolucionários, autoridades, músicos e intelectuais de mais de 30 países.

Leonardo Severo, de Vallegrande-Bolívia 

“O comandante Ernesto Che Guevara vive na luta contra o império, no nosso compromisso de defesa dos povos, da vida e da Humanidade. Esta é uma festa para recordar a sua acão heroica, este meio século em que aquele exemplo de homem novo passou para a eternidade”, afirmou o presidente boliviano Evo Morales, diante de uma multidão que tomou a pista central do aeroporto de Vallegrande para homenagear o comandante cubano-argentino.

Ao lado de autoridades como o vice-presidente de Cuba, Ramiro Valdez; do guerrilheiro cubano Pombo – que combateu na Bolívia ao lado do Che; de Aleida Guevara, sua filha, de cantores como o uruguaio Daniel Viglieti, e de lideranças de movimentos sociais, partidos revolucionários e progressistas, representantes governamentais, autoridades, músicos e intelectuais de mais de 30 países, o povo boliviano cantou, dançou, debateu e festejou suas conquistas, tendo como sede a simbólica cidade.
Nos arredores de Vallegrande, cercado por mais de cinco mil soldados, o grupo conformado por 17 guerrilheiros foi emboscado na Quebrada del Yuro. Dali, ferido, Che é levado até La Higuera, onde é assassinado cobardemente, à queima roupa, por ordens da CIA. Lembrando a sua coragem e identidade com a construção da Pátria Grande, a população vallegrandina cultua todos os lugares por onde passou o comandante, mesmo a lavanderia onde seu corpo foi exposto, hoje local de peregrinação.
Festividades relembraram em Vallegrande o imenso amor de Ernesto Che Guevara pela Humanidade.
No hospital onde fica a “Lavanderia do Che”, médicos cubanos prestam serviços públicos e gratuitos de qualidade à população. Algo inimaginável até 11 anos atrás, quando começou o processo de transformações do “mandar obedecendo” do governo de Evo Morales.
Durante os dias do “Encontro Mundial 50 anos do Che na Bolívia”, a cidade também sediou uma “Feira da Saúde”, que ampliou a acessibilidade com um mutirão de 60 especialistas de 26 especialidades médicas. Como recordou o cubano Ariel Rodríguez Prado, sintonizados com ideal de entrega e desprendimento do Che, hoje Cuba mantém no país mais de 730 médicos e profissionais da saúde, presentes nos locais mais remotos. Mesmo no pequeno povoado de La Higuera, a bandeira cubana tremula ao lado da boliviana, com o centro médico atendendo camponeses que jamais haviam visto um “doutor”.
“A melhor maneira de homenagearmos o Che é seguindo sua luta anti-imperialista”, declarou Evo, frisando a necessidade de construímos um mundo “sem invasores nem invadidos, sem bases militares e onde os recursos esterilizados em armas nucleares e químicas sirvam para derrotar a exclusão e a pobreza”. Enfatizando a   necessidade de construir um novo sistema financeiro, “oposto a este em que mandam os bancos e em que as instituições dos países centrais existem para violar a soberania nacional dos demais”.
Comunidades indígenas: com Che e com Evo
A construção da democracia participativa, assinalou o presidente boliviano, é a essência do “mandar, obedecendo, com ações políticas que protejam a vida dos mais vulneráveis”. Da mesma forma, ressaltou, “é preciso erradicar o colonialismo e o neocolonialismo cultural e tecnológico, com a usurpação de saberes”.
A luta pela liberdade de imprensa, disse Evo, é um ponto chave para garantir o direito à informação, “pois muitas das mentiras dos grandes conglomerados de comunicação apenas servem para justificar invasões, debilitar governos anti-imperialistas e criminalizar movimentos sociais”. A construção de uma “nova ordem mundial baseada na solidariedade e não na exploração por alguns poucos bancos e transnacionais”, apontou o líder boliviano, está na ordem do   dia, com “o combate aos desmandos do FMI”, da mesma forma que ao racismo, ao preconceito e à xenofobia.

UNIDADE

Para que estes pontos sejam incorporados em nossas agendas, declarou Evo, é necessária a unidade e a mobilização do conjunto das forças sociais, que devem se somar para garantir as Malvinas para a Argentina, o reconhecimento do estado palestino, a paz na Síria, a devolução de Guantánamo para Cuba e o Mar para Bolívia.
“Che nos deixou sua ideologia, seus princípios, seu exemplo. Contra o intervencionismo, Che afirmou o internacionalismo. E é este sentimento que vemos aqui presente e que se espraia pelo mundo, pela liberdade dos povos”, concluiu.

Na avaliação do líder boliviano, da mesma forma que os colonizadores tentaram de todas as formas asfixiar e calar as guerrilhas independendistas de Tupac Amaru, Tupac Katari, Juana Azurduy, Bolívar, Hidalgo, Sucre, San Martín e Artigas, de nada adiantou o imperialismo e o neocolonialismo tentarem abafar a rebelião dos povos que se levantaram e se levantam pela sua soberania e independência. “Foi conhecendo nosso continente, ferido pelo saque, que o Che encontrou sua causa: a luta pela liberdade dos nossos povos”, enfatizou, sob aplausos.

domingo, 1 de outubro de 2017

Encontro Mundial "50 anos do Che na Bolívia" reafirma luta anti-imperialista

Presidente Evo Morales confirmou presença na série de atividades e homenagens,ao lado dos filhos do guerrilheiro que tombou pela liberdade
Leonardo Wexell Severo
Com debates, exposições culturais e mostras musicais, lideranças políticas, artistas, intelectuais e representantes de movimentos sociais participarão, em Vallegrande, de 5 a 9 de outubro, do Encontro Mundial “50 anos do Che na Bolívia”, sublinhando seu legado anti-imperialista e de amor à Humanidade.