terça-feira, 15 de setembro de 2015

Juiz acusado de liberar traficantes é carrasco dos sem-terra de Curuguaty

Camponeses denunciam “terrorismo de Estado” por trás de Ramón Trinidad Zelaya

Leonardo Wexell Severo, de Assunção

Justificando a razão de não aceitar o quadro presenteado por um grande pintor, o poeta Mário Quintana disse: “Acredite, não tenho paredes. Só tenho horizontes...” No vizinho Paraguai, o juiz Ramón Trinidad Zelaya, tem uma máxima diferente. Para ampliar as suas paredes, quer ver atrás das grades o horizonte de todos os sem-terra, assim como os de Marina Kue, no município de Curuguaty.  Integrada pelos advogados Victor Azuaga e Albino Ramírez, a defesa apresentou uma denúncia contra os integrantes do Tribunal de Sentença, presidido por Zelaya, por “prevaricação e produção de documentos não autênticos”, atuando com parcialidade, falta de independência e arbitrariedade.

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

“Massacre de Curuguaty foi planificado. Tiros certeiros vieram do helicóptero”

Advogado dos sem-terra do Paraguai, Victor Azuaga denuncia “ação militar com propósitos muito bem definidos”. Golpe de Estado derrubou o presidente Fernando Lugo uma semana depois

Leonardo Wexell Severo, de Assunção

Para o advogado Victor Azuaga, as peças do enorme quebra-cabeça do “confronto” que matou 11 camponeses e seis policiais em Marina Kue, no município de Curuguaty, no dia 15 de junho de 2012 ficaram mais encaixadas do que nunca: “Está claro que foi um massacre planificado, com propósitos muito bem definidos”.

Frente à comoção nacional que se seguiu ao sangrento despejo, somada ao ensurdecedor bombardeio midiático e à prostração do governo de Fernando Lugo em dar respostas a crimes pelo quais não era responsável, o presidente foi submetido a um processo de impeachment e apeado do poder sete dias depois.