segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Curuguaty: Ministério Público usa mentira como arma

Advogados desmontam invencionices do Ministério Público

Cai no ridículo a manipulação contra camponeses paraguaios.

À medida em que transcorre o processo aberto contra os camponeses de Marina Kue, em Curuguaty, pelo advogado e promotor fiscal Jalil Rachid – atualmente vice-ministro da Segurança do Paraguai - vai ficando mais nítida a instrumentalização do caso como arma do latifúndio contra a desconcentração de terra e de renda.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Testemunho do médico forense inocenta camponeses de Curuguaty

Policiais foram mortos com "armas de grosso calibre", aponta laudo. Armamento pertencia às forças de elite da polícia paraguaia

LEONARDO WEXELL SEVERO, DE ASSUNÇÃO
 
Os seis policiais militares do Grupo Especial de Operações (GEO) que morreram em Marina Kue, Curuguaty, no dia 15 de junho de 2012, foram abatidos com armas de “grosso calibre”, atestou o médico forense Floriano Irala. O testemunho comprova a inocência dos camponeses, pois além da força de elite da GEO, somente policiais do FOPE (Força de Operações da Polícia Especializada) portavam fuzis Galil durante o “confronto” em que também faleceram 11 sem-terra.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Curuguaty: Policiais liquidaram sem-terra e se mataram entre si

Advogado Ricardo Paredes defende imediata libertação dos camponeses, presos políticos do governo Horacio Cartes

Leonardo Wexell Severo, de Assunção

Em esclarecedora entrevista, o advogado Ricardo Carlos Paredes denuncia a grotesca manipulação no julgamento dos camponeses de Curuguaty, presos políticos no Paraguai por reivindicar a posse desta terra pública tomada durante o governo do ditador Alfredo Stroessner (1954-1989). Nesta semana pudemos ver que à medida em que as testemunhas – até mesmo as de acusação - vão depondo, a verdade vai aparecendo. Os policiais foram mortos com armas de grosso calibre manuseadas por seus dois grupos de elite, a FOPE (Força de Operações da Polícia Especializada) e a GEO Grupo Especial de Operações); os “coquetéis molotov” - bombas artesanais - que a mídia tanto utilizou para falar dos camponeses como “criminosos e delinquentes”, não passavam de lampiões de querosene; e as fatais “armadilhas” mata-soldados nada mais eram do que ratoeiras ou “caça-bobos”, no jargão paraguaio. Uma semana depois do “confronto” de 15 de junho de 2012, em que morreram 11 camponeses e seis policiais, o presidente Fernando Lugo foi deposto a toque-de-caixa. A armação caiu como uma luva para os interesses golpistas, freando o processo de reforma agrária. Evidenciada a farsa, cresce a campanha pela libertação dos presos de Curuguaty.
Abaixo, a íntegra da entrevista.