quinta-feira, 23 de novembro de 2017

“35 anos sob o domínio do neoliberalismo reduziram os salários mexicanos em mais de 70%"

Denuncia Hector de la Cueva, diretor do Centro de Investigação Laboral e Assessoria Sindical (Cilas) do México

Leonardo Wexell Severo

“O México está há 35 anos sob o domínio da direita neoliberal, o que representou um retrocesso enorme para os trabalhadores, especialmente nos salários que perderam mais de 70% do seu poder aquisitivo. Mais da metade da População Economicamente Ativa (PEA) está na informalidade e os que não estão vivem de forma cada vez mais precária, sem seguridade social, contratação coletiva ou sindicatos que os representem. Há uma perda crescente de direitos, uma redução nas aposentadorias e pensões, uma deterioração nas condições de trabalho e de vida”, denunciou o mexicano Hector de la Cueva, diretor do Centro de Investigação Laboral e Assessoria Sindical (Cilas), em visita ao Brasil.

terça-feira, 31 de outubro de 2017

A canção de Daniel Viglietti e a construção da Pátria de todos

Monica, Viglietti e Leonardo: liberdade para os camponeses de Curuguaty
Leonardo Wexell Severo


Era tarde da noite de segunda-feira, 30 de outubro, quando vi a postagem do meu irmão argentino Mariano Vázquez com a foto do cantautor uruguaio Daniel Viglietti empunhando comigo e minha companheira Monica a bandeira da liberdade para os camponeses paraguaios de Curuguaty. Vítima de uma complicação cirúrgica, Viglietti havia nos deixado.

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

CUSG: "Submissão aos EUA aumenta perseguição e assassinato de lideranças sindicais"

Carlos Mancilla: solidariedade é fundamental
Para o secretário-geral da Confederação da Unidade Sindical da Guatemala (CUSG), Carlos Mancilla, impunidade multiplica os crimes

Leonardo Wexell Severo, no Hora do Povo

“Na Guatemala, governos submissos aos Estados Unidos impedem a liberdade sindical e a negociação coletiva, ao mesmo tempo em aumentam a perseguição, o cerco à organização e multiplicam o assassinato de lideranças que defendem os direitos dos trabalhadores”, afirmou Carlos Mancilla, secretário-geral da Confederação da Unidade Sindical da Guatemala (CUSG), em visita a São Paulo.
Conforme o dirigente, a impunidade serve de estímulo “para que as empresas continuem acabando com a vida de quem luta por melhores condições de vida e de trabalho”. “Denunciamos à Organização Internacional do Trabalho (OIT) que, entre 2007 e 2012, tivemos 58 sindicalistas assassinados. Passou o tempo, nenhum mandante ou assassino foi preso e, agora, já somam 88, deixando o terror ainda mais presente”, sublinhou.

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Pelo 4º ano consecutivo, Bolívia é o país onde PIB mais cresce na América do Sul


Governo de Evo Morales avança devido a crescentes investimentos públicos, fortalecimento do mercado interno e fomento à produção nacional

Leonardo Wexell Severo

A Bolívia é o país cuja economia mais vai crescer em 2017, sendo o quarto ano consecutivo de liderança no desenvolvimento sustentado do Produto Interno Bruto (PIB) na América do Sul. Esta é a projeção uniforme de organismos tão distintos quanto o Banco Mundial (BM), que projeta avanço de 3,9%, a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), crescimento de 4% e o Fundo Monetário Internacional (FMI), de 4,2%.

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Paraguai: Pai Oliva completa 89 anos e reitera a inocência dos camponeses de Curuguaty

"Vítimas são presos políticos", sublinha o líder religioso, referência dos movimentos sociais na luta por justiça no campo e na cidade

Leonardo Wexell Severo

O jesuíta e jornalista espanhol Francisco Oliva, conhecido no Paraguai como Pa’i Oliva - pela denominação dos sacerdotes em guarani - completou 89 anos, sábado (14), com uma enfática defesa da inocência dos camponeses de Curuguaty. Principal referência religiosa do país vizinho, Oliva sublinha que “as vítimas são presos políticos de um sistema que busca uma condenação exemplar para os que lutam”, mantendo uma estrutura em que 2,5% dos proprietários detêm 85% das terras.

terça-feira, 10 de outubro de 2017

Encontro de comunicadores anti-imperialistas reafirma o legado guevarista

Democratização da comunicação na ordem do dia
Evento reuniu mais de 100 meios alternativos de 14 países

Monica Fonseca Severo, de Vallegrande-Bolívia

O Encontro Latino-americano de Comunicadores Anti-imperialistas reuniu representantes de mais de 100 meios alternativos de 14 países em Vallegrande, na Bolívia, de 6 a 9 de outubro, como parte das comemorações dos 50 anos da presença de Ernesto Che Guevara no país.
Em meio a intensos debates, os participantes propuseram a criação de uma rede de comunicação solidária, como forma de fortalecer a luta contra a desinformação veiculada pelos meios hegemônicos de comunicação. Para concretizar a reivindicação, entregaram ao presidente Evo Morales a proposta de criação de uma escola de formação para os comunicadores comprometidos com a ação anticolonialista, solidária, aquela que defende a autodeterminação dos povos.

Evo: "Che vive na luta contra o império e em defesa dos povos"


Aleida Guevara, Garcia Linera, Evo Morales e Ramiro Valdes (Cuba)


Presidente Evo Morales coordenou, em Vallegrande, as comemoracões em homenagem aos 50 anos da queda em combate do guerrilheiro heroico. Evento mobilizou milhares de militantes de movimentos sociais, partidos progressistas e revolucionários, autoridades, músicos e intelectuais de mais de 30 países.

Leonardo Severo, de Vallegrande-Bolívia 

“O comandante Ernesto Che Guevara vive na luta contra o império, no nosso compromisso de defesa dos povos, da vida e da Humanidade. Esta é uma festa para recordar a sua acão heroica, este meio século em que aquele exemplo de homem novo passou para a eternidade”, afirmou o presidente boliviano Evo Morales, diante de uma multidão que tomou a pista central do aeroporto de Vallegrande para homenagear o comandante cubano-argentino.

Ao lado de autoridades como o vice-presidente de Cuba, Ramiro Valdez; do guerrilheiro cubano Pombo – que combateu na Bolívia ao lado do Che; de Aleida Guevara, sua filha, de cantores como o uruguaio Daniel Viglieti, e de lideranças de movimentos sociais, partidos revolucionários e progressistas, representantes governamentais, autoridades, músicos e intelectuais de mais de 30 países, o povo boliviano cantou, dançou, debateu e festejou suas conquistas, tendo como sede a simbólica cidade.
Nos arredores de Vallegrande, cercado por mais de cinco mil soldados, o grupo conformado por 17 guerrilheiros foi emboscado na Quebrada del Yuro. Dali, ferido, Che é levado até La Higuera, onde é assassinado cobardemente, à queima roupa, por ordens da CIA. Lembrando a sua coragem e identidade com a construção da Pátria Grande, a população vallegrandina cultua todos os lugares por onde passou o comandante, mesmo a lavanderia onde seu corpo foi exposto, hoje local de peregrinação.
Festividades relembraram em Vallegrande o imenso amor de Ernesto Che Guevara pela Humanidade.
No hospital onde fica a “Lavanderia do Che”, médicos cubanos prestam serviços públicos e gratuitos de qualidade à população. Algo inimaginável até 11 anos atrás, quando começou o processo de transformações do “mandar obedecendo” do governo de Evo Morales.
Durante os dias do “Encontro Mundial 50 anos do Che na Bolívia”, a cidade também sediou uma “Feira da Saúde”, que ampliou a acessibilidade com um mutirão de 60 especialistas de 26 especialidades médicas. Como recordou o cubano Ariel Rodríguez Prado, sintonizados com ideal de entrega e desprendimento do Che, hoje Cuba mantém no país mais de 730 médicos e profissionais da saúde, presentes nos locais mais remotos. Mesmo no pequeno povoado de La Higuera, a bandeira cubana tremula ao lado da boliviana, com o centro médico atendendo camponeses que jamais haviam visto um “doutor”.
“A melhor maneira de homenagearmos o Che é seguindo sua luta anti-imperialista”, declarou Evo, frisando a necessidade de construímos um mundo “sem invasores nem invadidos, sem bases militares e onde os recursos esterilizados em armas nucleares e químicas sirvam para derrotar a exclusão e a pobreza”. Enfatizando a   necessidade de construir um novo sistema financeiro, “oposto a este em que mandam os bancos e em que as instituições dos países centrais existem para violar a soberania nacional dos demais”.
Comunidades indígenas: com Che e com Evo
A construção da democracia participativa, assinalou o presidente boliviano, é a essência do “mandar, obedecendo, com ações políticas que protejam a vida dos mais vulneráveis”. Da mesma forma, ressaltou, “é preciso erradicar o colonialismo e o neocolonialismo cultural e tecnológico, com a usurpação de saberes”.
A luta pela liberdade de imprensa, disse Evo, é um ponto chave para garantir o direito à informação, “pois muitas das mentiras dos grandes conglomerados de comunicação apenas servem para justificar invasões, debilitar governos anti-imperialistas e criminalizar movimentos sociais”. A construção de uma “nova ordem mundial baseada na solidariedade e não na exploração por alguns poucos bancos e transnacionais”, apontou o líder boliviano, está na ordem do   dia, com “o combate aos desmandos do FMI”, da mesma forma que ao racismo, ao preconceito e à xenofobia.

UNIDADE

Para que estes pontos sejam incorporados em nossas agendas, declarou Evo, é necessária a unidade e a mobilização do conjunto das forças sociais, que devem se somar para garantir as Malvinas para a Argentina, o reconhecimento do estado palestino, a paz na Síria, a devolução de Guantánamo para Cuba e o Mar para Bolívia.
“Che nos deixou sua ideologia, seus princípios, seu exemplo. Contra o intervencionismo, Che afirmou o internacionalismo. E é este sentimento que vemos aqui presente e que se espraia pelo mundo, pela liberdade dos povos”, concluiu.

Na avaliação do líder boliviano, da mesma forma que os colonizadores tentaram de todas as formas asfixiar e calar as guerrilhas independendistas de Tupac Amaru, Tupac Katari, Juana Azurduy, Bolívar, Hidalgo, Sucre, San Martín e Artigas, de nada adiantou o imperialismo e o neocolonialismo tentarem abafar a rebelião dos povos que se levantaram e se levantam pela sua soberania e independência. “Foi conhecendo nosso continente, ferido pelo saque, que o Che encontrou sua causa: a luta pela liberdade dos nossos povos”, enfatizou, sob aplausos.

domingo, 1 de outubro de 2017

Encontro Mundial "50 anos do Che na Bolívia" reafirma luta anti-imperialista

Presidente Evo Morales confirmou presença na série de atividades e homenagens,ao lado dos filhos do guerrilheiro que tombou pela liberdade
Leonardo Wexell Severo
Com debates, exposições culturais e mostras musicais, lideranças políticas, artistas, intelectuais e representantes de movimentos sociais participarão, em Vallegrande, de 5 a 9 de outubro, do Encontro Mundial “50 anos do Che na Bolívia”, sublinhando seu legado anti-imperialista e de amor à Humanidade.

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Arco Mineiro na Venezuela viola soberania, democracia e direitos


Governo Maduro rasga a Constituição de Chávez


Decreto de Maduro “amputa” área de 112 mil km2, superfície maior que Bulgária, Cuba e Portugal, e escancara para 150 multinacionais de 35 países explorarem centenas de milhões de toneladas de minerais, como bauxita, ouro, cobre e diamantes, por até 40 anos, comprometendo ainda as principais fontes de água doce que abastecem as centrais hidrelétricas que geram 70% da energia do país. Atropelo à Constituição da República Bolivariana da Venezuela (CRBV) anula também os direitos de reunião, trabalhistas, sindicais e de associação dos moradores da zona, equivalente a 12% do território nacional. Integrantes da Plataforma pela Anulação do Arco Mineiro do Orinoco e da Plataforma Cidadã em Defesa da Constituição, ex-ministros e parlamentares chavistas, juristas, intelectuais, movimentos sociais e indígenas defendem a imediata revogação do disparate entreguista, “feito sem qualquer estudo de impacto ambiental ou consulta às comunidades afetadas”. “A partir do colapso do modelo rentista, é urgente deter a crise e buscar saídas viáveis ao atoleiro em que se encontra o país”, sublinham.


Leonardo Wexell Severo


terça-feira, 15 de agosto de 2017

Anti-imperialismo: Bolívia comemora o Cinquentenário da luta heróica do Che

Com a presença de Evo Morales, cidade de Vallegrande sediará jornada internacional de 4 a 9 de outubro
 A cidade de Vallegrande, na Bolívia, sediará entre os dias 4 e 9 de outubro uma jornada internacional anti-imperialista com debates, apresentações musicais e documentários para relembrar os 50 anos do desaparecimento físico de Ernesto Che Guevara, que travou na região seu último combate. Capturado, o guerrilheiro heroico foi executado clandestinamente pelo Exército boliviano com a colaboração da CIA.

segunda-feira, 31 de julho de 2017

Paraguai: Casamento de inocentes presos reforça o movimento de solidariedade a Curuguaty

Leonardo Wexell Severo
O casamento de meus amigos paraguaios Luis Olmedo e Dolores López virou manchete de jornal no último sábado em Assunção. Mantendo a tradição da mídia venal, o matrimônio de pequenos agricultores só pode ganhar destaque, com foto e tudo, quando é tema criminal: “Um casal julgado no caso Curuguaty diz sim no cárcere”.
Luis Olmedo e Dolores López no seu casamento na penitenciária de Tacumbú
A concorrida cerimônia aconteceu dentro da capela do complexo penitenciário de Tacumbú, cheia de familiares e amigos dos inocentes, responsabilizados pelas mortes de seis policiais e 11 agricultores em Marina Kue, Curuguaty, no dia 15 de junho de 2012. A acusação aos camponeses desviou o foco dos franco-atiradores que, devidamente treinados por militares estadunidenses, alvejaram negociadores de ambos os lados para forçar o conflito e pôr fim ao governo de Fernando Lugo.

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Chilenos homenageiam Allende e exigem renacionalização do cobre

Governos "socialistas" de fancaria de Alwin, Frei, Lagos e Bachelet entregaram às múltis a exploração do estratégico minério

Leonardo Wexell Severo
Cartaz de convocação do ato, na sede da CUT Chile, lembra o ex-presidente
No 46º aniversário da nacionalização do cobre, feita pelo presidente Salvador Allende em 11 de julho de 1971, dirigentes sindicais realizaram em Santiago uma convocação à “renacionalização” da mais importante riqueza mineral do país, chamada pelo ex-presidente de “o salário do Chile”.

quinta-feira, 13 de julho de 2017

“Pátria ou Dólar”: a luta do povo argentino contra a parasitagem

Livro do economista Alejandro Vanoli, ex-presidente do Banco Central e da Comissão Nacional de Valores da Argentina, denuncia “máquina de mentiras e desinformação” montada para justificar o retrocesso do governo Macri com o “aprofundamento neoliberal” feito via desregulamentação, privatização e desmonte do Estado público para os abutres

Leonardo Wexell Severo


No seu livro “Pátria ou dólar – Banco Central, corporações e especulação financeira”, o economista argentino Alejandro Vanoli avalia os governos peronistas de Néstor Kirchner (2003-2007) e de Cristina Krichner (2007-2015), dando inúmeros exemplos de recuperação da soberania e da dignidade a partir do “enfrentamento ao poder corporativo nacional e multinacional”.

terça-feira, 4 de julho de 2017

CUT-A Paraguai denuncia governo por perseguição e prisão de opositores

Bernardo Rojas, presidente da CUT-A do Paraguai. Foto: Alexandre Bento
“Modelo de Cartes é de violência, fome e miséria”, afirma Bernardo Rojas
Leonardo Wexell Severo

Em visita à sede nacional da CUT em São Paulo, nesta segunda-feira, o presidente da Central Unitária de Trabalhadores do Paraguai (CUT-Autêntica), Bernardo Rojas, fez uma contundente denúncia sobre os desmandos do presidente Horacio Cartes, a quem acusa de reproduzir os passos do general Alfredo Strossner, que conduziu uma sanguinária ditadura pró-EUA entre 1954 e 1989. “O modelo de Cartes é de violência, fome e miséria”, sintetizou. Abaixo, a íntegra da entrevista.

segunda-feira, 3 de julho de 2017

“Piratas do Caribe”: Investigação revela como o Santander quebrou Porto Rico

Manifestantes protestam contra os desmandos do banco Santander
Leonardo Wexell Severo

“Devido à sua catástrofe fiscal, Porto Rico enfrenta agora uma crise humanitária. Quase a metade dos porto-riquenhos é pobre, 37% das crianças vivem na pobreza extrema e o desemprego supera os 12%. A expectativa é que 600 das 1.400 escolas da ilha fechem nos próximos anos. Os hospitais não têm pessoal suficiente, lutam para pagar as faturas dos serviços públicos...”
Estas e outras verdades sobre a dramática situação da colônia dos Estados Unidos faz parte da investigação “Piratas do Caribe - Como o Controle do Santander sobre o Banco Governamental de Fomento de Porto Rico (BGF) piorou a Catástrofe fiscal para os porto-riquenhos”.

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Cartes aprofunda submissão ao capital estrangeiro e alastra miséria no Paraguai

Manifestantes contra "governo antipopular e antinacional"

Transnacionais ampliam lucro enquanto crescem a fome, o desemprego e o subemprego


Leonardo Wexell Severo, de Assunção

O resultado da política de submissão aos cartéis e monopólios estrangeiros, aplicada pelo presidente do Paraguai, Horacio Cartes, aumentou a concentração de renda e alastrou a miséria no país vizinho, atesta a Pesquisa Permanente de Lugares (EPH), referente à 2016, divulgada na última sexta-feira (16) pela Secretaria Técnica de Planificação (Stip).
Conforme o próprio levantamento oficial, a pobreza atinge 1.949.272 dos 6.754.408 paraguaios, passando de 26,58% da população em 2015 para 28,8% (aumento de 2% no campo e de 2,5% na cidade). A maioria da pobreza extrema - localizada no setor rural, que concentra 40% da população -, torna evidente o fracasso dos indecentes privilégios dados ao agronegócio que desmata, polui e mata. Os que se levantam em favor da reforma agrária, como os camponeses de Curuguaty, são assassinados ou presos. E ponto final.

sábado, 17 de junho de 2017

Paraguaios recordam 5 anos do massacre de Curuguaty e exigem "Justiça, Terra e Liberdade"

Jovens encenam massacre de Curuguaty em frente ao Palácio de Justiça

Leonardo Wexell Severo, de Assunção


“Camponês sem terra não é camponês. Queremos plantar feijão, mandioca e milho, para que todos tenham o que comer. Graças às pessoas que nos apoiam frente à injustiça, não conseguiram e nem conseguirão matar nossos sonhos. Nós somos presos políticos e queremos que vocês sejam nossos porta-vozes”.
A carta-exortação dos camponeses de Curuguaty presos em Tacumbú, em Assunção, foi lida em meio às lágrimas, quinta-feira (15), em frente ao Palácio de Justiça, pela jovem Ramona González, esposa de Néstor Castro - que após ter levado um tiro no rosto e ficar com a mandíbula dilacerada durante meses, foi condenado a 18 anos de reclusão. Ao lado de Ramona, Karina Godoy e a pequena Alma Vitória - esposa e filha de Arnaldo Quintana, também com pena de 18 anos - expressavam o respaldo das famílias à luta por “Terra, Justiça e Liberdade”.

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Paraguaios lembram 5 anos do massacre de Curuguaty e exigem imediata libertação dos presos políticos

Leonardo Wexell Severo
A confirmação pela “Justiça” do Paraguai da condenação dos 11 camponeses acusados pelo massacre de Marina Kue, em Curuguaty, onde foram mortas 17 pessoas (seis policiais e 11 trabalhadores sem-terra) no dia 15 de junho de 1012, revoltou a população do país vizinho. Às vésperas da data da carnificina, artistas, intelectuais e familiares das vítimas organizaram uma extensa programação na capital, Assunção, além de uma cerimônia ecumênica no local da tragédia, para exigir a libertação dos sem-terras, presos políticos do governo de Horácio Cartes.

terça-feira, 11 de abril de 2017

Trabalhadores param a Argentina em resposta contundente a Macri

Greve geral repudiou política de arrocho salarial, desemprego e
tarifaço do desgoverno neoliberal

Leonardo Wexell Severo

Os trabalhadores argentinos responderam com uma vibrante e massiva paralisação, na última quinta-feira (6), aos reiterados ataques feitos pelo desgoverno do presidente Mauricio Macri contra o seu poder de compra e o desenvolvimento econômico e social do país. A greve geral  em repúdio à política de arrocho salarial, desemprego e tarifaço, iniciou à meia noite de quarta-feira com ônibus, caminhões e até aviões suspendendo os serviços. Apesar da violenta repressão - que usou e abusou dos cacetetes, jatos de água e gás de pimenta -, da liberação dos pedágios e até mesmo da franquia nos estacionamentos da capital, Buenos Aires, o acatamento à convocatória das centrais sindicais alcançou os 90%.

quinta-feira, 16 de março de 2017

Guatemaltecos exigem renúncia do presidente após morte de 40 meninas calcinadas

Familiares velam as vítimas e protestam contra o presidente Jimmy Morales
Leonardo Wexell Severo

Cresce na Guatemala a pressão pela renúncia do presidente Jimmy Morales, acusado pelo assassinato de mais de 40 meninas de 12 a 17 anos no “Lugar Seguro Virgem de Assunção”, em pleno 8 de março. Outras dezenas de vítimas do incêndio no abrigo da Secretaria do Bem Estar Social da Presidência continuam recebendo assistência hospitalar, algumas em estado grave.

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

“Nicarágua, a flor mais linda do meu querer”

Livro contará histórias da solidariedade brasileira à revolução sandinista

Autor de livros sobre o papel da mídia e a América Latina, o jornalista Leonardo Wexell Severo, redator-especial do Hora do Povo, está organizando, junto com o seu irmão Leandro, ex-secretário de Comunicação de São Carlos, o livro “Nicarágua, a flor mais linda do meu querer”. O trabalho, que inclui reportagem fotográfica, relata a história da solidariedade brasileira à revolução sandinista e a luta anti-imperialista. Abaixo, uma pequena entrevista com Leonardo, que continua coletando material para a obra a ser lançada ainda neste ano.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Preso político mais antigo do mundo, líder independentista de Porto Rico será libertado

Centenas de milhares assinaram manifesto pela libertação
Leonardo Wexell Severo

Após 36 anos de cárcere – 12 dos quais em solitária – o preso político mais antigo do mundo, o lutador pela independência de Porto Rico, Óscar López Rivera, será colocado em liberdade pelo governo dos Estados Unidos no final de maio. Até lá, mesmo aos 74 anos, continuará sendo obrigado a realizar trabalhos forçados.

Desde que os EUA invadiram e ocuparam militarmente a Ilha caribenha em 1898, tal qual belo pássaro, o país foi engaiolado. Porto Rico, a “asa que caiu no mar”, como cantou Pablo Milanés, acabou sendo reduzido a uma colônia norte-americana, “estado livre associado” com cidadãos de segunda categoria, sem poder votar nas eleições presidenciais e sequer ter representação em Washington. Ainda sim, os conglomerados de mídia acusam os independentistas de        “separatistas”, como se estivessem condenados a tal “união” para todo o sempre.